domingo, 16 de outubro de 2011

Nova proposta, da Fenaban, tem aumento real, valorização do piso e PLR

No dia em que a greve dos bancários atingiu o maior pico de paralisação do movimento nos últimos anos - mais de 42 mil trabalhadores - a Fenaban apresentou nova proposta ao Comando Nacional.

Como reivindicavam os bancários, a proposta apresentada nessa sexta-feira, dia 14, traz aumento real de salário, PLR maior e valorização do piso. Além disso, os bancos deverão acabar com o transporte de numerário por bancários, por questões de segurança, e com a publicação do ranking individual de metas, responsável por humilhações de assédio moral em muitos locais de trabalho.

O Comando está indicando a aprovação, apesar de a representação gaúcha ter votado contra por considerar a proposta timida. Além do Rio Grande do Sul, foram contrários a Bahia, o Espírito Santo e Florianópolis, que acabaram sendo derrotados na votação.

Aumento real – Os banqueiros ofereceram reajuste salarial de 9%, que representa aumento real de 1,5%.
PLR maior – A regra básica da Participação nos Lucros e Resultados será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400. Assim, essa parte fixa, que em 2010 foi de R$ 1.100,80, será reajustada em 27,18%.

A regra determina, ainda, que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Se isso não acontecer, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários com teto de R$ 17.220,04.

Aumento na PLR adicional - Pela proposta, o teto do valor da PLR adicional - que distribui 2% do lucro líquido - passará de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa aumento de 16,66% em relação ao que foi pago em 2010.

Antecipação – Caso a proposta seja aprovada, em até dez dias após a assinatura do acordo, os bancários recebem a antecipação da regra básica de 54% do salário já reajustado acrescido do valor fixo de R$ 840,00, limitado ao valor individual de R$ 4.696,37. A antecipação da parcela adicional será paga de acordo com o equivalente a 2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2011 dividido igualmente entre os funcionários até o limite individual de R$ 1.400. A antecipação da parcela adicional não será compensável de planos próprios.

Piso – O reajuste proposto para o piso foi de 12%, aumento real de 4,30%. No caso do escriturário, passa de R$ 1.250 para R$ 1.400.

Dias parados – O Comando Nacional dos Bancários também garantiu que não será descontado nenhum dia dos trabalhadores em greve. Pela proposta da Fenaban, haverá compensação desses dias no máximo até 15 de dezembro. O que não for compensado até essa data, será anistiado.

Fonte: Seeb-SP com edição Imprensa SindBancários

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