quinta-feira, 18 de setembro de 2014

TJ/SP: presidente resolve adiar concurso de escrevente

Mesmo já com editais prontos e todo cronograma da seleção definido, o aguardado concurso para o cargo de escrevente técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP) sofrerá um novo atraso. Acontece que, na reta final, quando faltava apenas assinar os documentos para a publicação, prevista para o último dia 16, o presidente do TJ/SP, desembargador José Renato Nalini, resolveu adiar a realização do concurso.

A intenção do magistrado, segundo a juíza assessora da presidência do órgão, Maria Fernanda Rodovalho, é aguardar um parecer definitivo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a respeito dos remanescentes dos concursos de 2012 e 2013, que pleiteiam as vagas.

O CNJ já havia indeferido pedido de liminar dos participantes, que tentavam impedir a realização do novo concurso, alegando que em diversas regionais ainda existem aprovados aguardando nomeação. A liminar, porém, possui efeito apenas preventivo, enquanto o mérito não é julgado.

De qualquer forma, quem pretende ingressar na carreira deve aproveitar o atraso para intensificar os estudos, uma vez que a seleção continua em pauta. A expectativa é de aproximadamente 1.000 vagas, no entanto, este quantitativo somente poderá ser confirmado após o parecer do CNJ

Segundo a juíza assessora, um novo cronograma da seleção deverá ser definido após a decisão. Em diversas regionais, como as de São Paulo, Santos e Campinas, já não existem remanescentes aguardando nomeações, o que torna imprescindível a realização de novo concurso. Somente para a primeira região, que engloba a capital e Grande São Paulo, a previsão é de aproximadamente 400 vagas. Portanto, mesmo que o parecer seja favorável aos remanescentes, o órgão pode realizar um concurso para menos vagas, não abrangendo todo o Estado.

Além disso, o TJ/SP já se programava para reservar vagas do concurso para remanescentes, o que também pode ser mantido.

Para concorrer, basta possuir ensino médio. A remuneração inicial da carreira é de R$ 4.848, incluindo salário de R$ 3.878, auxílio-saúde de R$ 200, auxílio-alimentação de R$ 29 por dia e auxílio-transporte de R$ 6 por dia, considerando 22 dias.

Provas – A organização da seleção ficará por conta da Fundação Vunesp, que também organizou os concursos de 2012 e 2013. O formato dos últimos processos seletivos deverá ser mantido, com aplicação de provas objetivas na primeira fase e avaliação prática de digitação na segunda.


A parte objetiva conta com 80 questões, sobre língua portuguesa (30), conhecimentos de direito (38) e conhecimentos gerais, incluindo atualidades (4), matemática (4) e informática (4). Já o bloco de direito inclui temas sobre as áreas penal, processual penal, processual civil, constitucional, administrativo e normas da Corregedoria Geral da Justiça.

De: Fernando Cezar Alves

Fonte: JC Concursos

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